quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Do que eu me quero lembrar das ultimas 24h

Destas últimas 24h...

Quero-me lembrar da água quase morna da barragem do Azibo, apesar do vento frio, e da hora e meia de descontração com as minhas primas naquele "oásis do nordeste transmontano"
Das nossas fotos ao pipinho que já começa a ser difícil de disfarçar e dos vídeos parvos que fizemos 😉
Do bacalhau no forno ao almoço e da boa companhia
Da conversa no café e mesmo antes da despedida...
Da alegria da minha Bina quando me viu chegar.


Mas é obrigatório registar...

Ter ficado a pé desde madrugada com receio do que se estava a passar na minha terra
Passar o dia em sobressalto sempre que havia más notícias pelo facebook (já que nos jornais, pouco ou nada falavam...)
As labaredas junto à autoestrada, as florestas reduzidas a cinza e a coluna de fumo negro assustadora, que nos obrigou a um desvio quase ao pé de casa.
Do ar esgotado do GNR que nos mandou desviar.
As cinzas sempre a cair, do ar pesado e do cheiro horrível a fumo na minha terra
As caras de exaustão dos meus pais depois de uma noite e dia quase sem pregar olho.
Ver o meu pai a sair mais uma vez a correr com o trator para fresar mais uma terra ao pé de uns aviários para que o fogo não chegasse lá, como andou a fazer toda a noite.
As pessoas na rua, como nunca vi, em alerta para o que desse e viesse...


Um dia triste.
Mas a esperança de que tudo pare rápido, mantém-se.

Que esta noite seja bem melhor para todos.
E melhores dias virão.



terça-feira, 9 de agosto de 2016

Confissões do primeiro trimestre...


Como é estar grávida no primeiro trimestre?

Disse-me uma amiga "deve ser uma sensação indiscritível"

Sim, é uma sensação maravilhosa, espetacular e tudo e tudo mas, apesar dos desconfortos só acredito ainda quando estou a fazer as ecos :). Por mim, fazia ecos todos os dias!

(o meu piolho com 9 semanas! <3)

É giro, mas ainda parece um bocado irreal, mesmo com as náuseas, as quebras de tensão, o cansaço e o sono fácil. Ainda não sentimos o bebé a mexer, não fazemos ideia se o coraçãozinho está a bater depressa qual cavalito a galope, a barriguita ainda parece só que estou com obstipação de uns dias (ou semanas! :P).
Olho muitas vezes para baixo, só para ver se a pancinha ainda lá está... Eheh

Neste primeiro trimestre, descobri que estar grávida é ter medo e esperar...

Não fiz nenhuma festa quando finalmente tive um teste positivo, mesmo sendo ao fim de um ano de tentativas, amenorreias e stresses...

Tenho medo pelo bebé, se o coraçãozinho continua a bater como já vi nas ecos, se está tudo bem, se ele é saudável (a eco das 12 nunca mais chega! / Foi hoje!!!)... Medo de fazer alguma coisa que o prejudique, de o perder...

Já o desejo, já o amo há tanto tempo...

E viver em constante expectativa: como vai ficar a minha barriga enorme de grávida, como vai ser quando o sentir mexer, será que o parto vai ser um espetáculo como eu o imagino, se vai ser mais parecido comigo ou com o A... E por aí em diante... ;)

Hoje, já tenho quase um terço da gravidez feita. 12 semanas.
Mas este primeiro trimestre, por muito bom que seja saber que se está grávida e partilhar com os outros a notícia, é um stress! Por muito calma que eu tente estar.
E já me disseram que vai continuar a ser assim, durante a gravidez toda e ainda mais depois do bebé nascer...

Mas cada coisa a seu tempo, não é assim? Tive que esperar um ano para conseguir engravidar. E terei que continuar a respeitar o tempo para que cada coisa aconteça quando e como tem de acontecer. Logo eu que sou uma apressada de primeira! ;)

Tudo por um amor maior, incondicional, que estou ansiosa por viver... ;)
Algo que desejo a todas as mulheres, se for essa a sua vontade.


Um beijo enorme para todas as pré-mamãs que têm/tiveram dificuldades para engravidar e para todas as que perderam os seus bebés nesta longa espera!... :*

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Copo menstrual (ATENÇÃO: Post com bolinha vermelha um pouco por ele todo! Os mais sensíveis que passem à frente p.f.)



Bom dia caras leitoras e leitores que sejam abertos a estas questões femininas e pretendam esclarecer as vossas companheiras de vida ou amigas.

Decidi publicar este post acerca da minha (ainda curta) experiência com o copo menstrual para esclarecer quem já pensou utilizar este método alternativo e, mesmo lendo o panfleto das diferentes marcas disponíveis no nosso país (MeLuna, Lunette e por aí em diante...) não ficou suficientemente esclarecida quanto aos aspectos práticos da sua utilização.

Até ir a um congresso em que no "Espaço-empresa" ouvi uma apresentação da marca MeLuna, apenas tinha visto umas imagens pela net e lido umas informações muito vagas sobre o assunto.
Peço desculpa às outras marcas, mas foi desta que recebi a informação e é apenas sobre a MeLuna que me vou pronunciar [Se é um post pago? Claro que não! (Antes fosse... :P)].

Antes de mais, concordo em absoluto com os slogans das marcas que afirmam que o copo menstrual é, neste momento, a alternativa mais económica, ecológica, saudável, higiénica e simples para a recolha do período menstrual.

Relativamente à forma de introdução:

- Em primeiro lugar, desinfectei o copo em água a ferver, como diz nas instruções - Depois sequei bem e dobrei em C - Só apliquei o copo quando comecei a ter fluxo que o justificasse para também me custar menos a introduzir... - Continuando, dobrei em C, com a curva do C virada para baixo / posterior
- Introduzi primeiro pela curva do C e depois por aí adiante com a mão direita (dominante)
- Com a esquerda fui afastando os pequenos lábios para ajudar a deslizar o copo - Depois de estar todo introduzido, empurrei ligeiramente para cima com o indicador, de modo a que a pega também ficasse no interior da vagina - Posteriormente, passei o indicador pela superfície do copo para confirmar se tinha readquirido a forma correta após estar na vagina.


Quanto ao período de utilização:

- Por uma questão de segurança, utilizei, tal como fazia com os tampões, um pensinho diário e ainda bem, porque vazaram umas pinguinhas - Só depois percebi que é importante, após a introdução, fazer ligeira pressão com o dedo no copo, para assegurar o vácuo (se repararem, o copo tem um buraquinho que permite fazer esse vácuo) - O tempo que aguenta até começar a passar para o penso é exatamente o mesmo que aguenta o tampão ou talvez mais um bocadinho... - Logo, o tempo para tirar e voltar a pôr é o mesmo do tampão. Mas com o tempo e à-vontade, talvez consigam deixar mais horas sem qualquer risco como no caso dos tampões.


Para retirar/ reintroduzir:
- Volta-se a fazer um ligeira pressão com o dedo indicador no copo, para desfazer o vácuo - Depois, muito devagar, começa-se a puxar pela pega - Senti-me mais segura estando sentada na sanita porque às vezes sai de repente e cai logo sangue que pode sujar - A quantidade de fluxo menstrual é exatamente aquela que imaginava que o tampão retesse, sem a impressão de que o tampão pode estar a fazer "de rolha" e não deixar sair logo o que tem de sair (não sei se vocês também têm essa ideia...) - Depois lava-se bem com água e sabão, seca-se com a toalha e verifica-se se o buraquinho está desimpedido (uma vez precisei soprar para sair uma bolinha de água), para se poder fazer o vácuo corretamente - E volta-se a introduzir da mesma forma, depois de limpar e secar bem a vulva



Nota: É super importante comprarem não só o tamanho adequado (consoante a quantidade de fluxo e altura da mulher), como a maleabilidade ajustada à vossa condição (ex: para jovens, depois de serem mães ou para quem faz desporto). Quanto às pegas, penso que não fará grande diferença.
Ex: Como faço desporto e tenho um fluxo e altura médias, comprei M Sport, logo assim, sem medo! :P

Tentei procurar uma tabela adequado no Google mas nenhuma me pareceu suficientemente simples e esclarecedora.


Os copos menstruais MeLuna podem ser adquiridos na Wells do Continente.
Easy like a Sunday morning!... ;)



Para mais informações, não hesitem em contactar-me via e-mail: bastaumnome@gmail.com.